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Manual para a publicação de textos no Coletivo Veredas

Elaboramos este manual para oferecer as orientações gerais sobre como publicar um texto no Coletivo Veredas.

 

1º passo: ENCAMINHAR O TEXTO

 

Encaminhar, ao Coletivo Veredas (coletivoeditorial2015@gmail.com), o texto a ser publicado dentro do prazo definido. Para os livros a serem publicados em 2019, o novo prazo prorrogado é até 05 de janeiro de 2019.

A seleção dos livros a serem publicados é feita pelo conjunto dos membros do coletivo segundo critérios definidos nas Regras de Funcionamento (ver abaixo).

Neste ano os autores poderão optar pela publicação em e-book, para facilitar os lançamentos sem arcar com os custos da impressão, tendo como únicos gastos a revisão de português e a diagramação. Disponibilizaremos os e-books pelo site gratuitamente. Para repor os custos da revisão de português e da diagramação, o autor deverá incluir o seu contato junto ao e-book, para que os leitores doem diretamente ao autor.

 

2º passo: REVISÃO DE PORTUGUÊS E DIAGRAMAÇÃO

 

Uma vez o texto aprovado, inicia-se a fase da preparação do texto para ser impresso. Esta etapa é composta da revisão de português e da diagramação.

Antes de iniciarmos a revisão de português e a diagramação, os autores são avisados dos valores a serem pagos e a data limite do pagamento. Após o pagamento inicia-se a revisão e a diagramação.

Nessa etapa: o Coletivo envia o texto ao revisor, que o devolve ao Coletivo. O Coletivo envia de volta aos autores para as últimas alterações e, os autores devolvendo ao Coletivo, tem início a diagramação.

Após a revisão do autor, portanto, tem início a diagramação.

Atenção: a partir desse momento, o autor apenas poderá apontar erros ocasionados pela diagramação, não sendo mais possível fazer quaisquer mudanças no texto em si (tais como: palavras, frases, capítulos, nomes de autores, etc...). Ou seja, se por exemplo, uma palavra em itálico veio sublinhada ou sem itálico, uma letra maiúscula ficou minúscula, um parágrafo colou no outro etc. Mas não mais será possível corrigir outros erros que passaram pela revisão do revisor de português e do autor. Assim, se na revisão de português passou um “serto” ao invés de “certo”, vai ficar com o “s” mesmo.

A razão dessa rígida separação entre as etapas da revisão e da diagramação é o fato de que os diagramadores terão que fazer as correções à mão, caso a caso, não mais sendo possível ao autor fazer, ele próprio, as correções, como em todas as etapas anteriores. E a razão pela qual os autores não podem fazer eles mesmos as correções é devido ao programa que se usa para diagramar, o InDesing, que nem todos sabem mexer.

A primeira diagramação é enviada aos autores, para as correções devidas. Neste momento serão corrigidos apenas, e tão somente, os erros relacionados a diagramação. Os autores enviam de volta as correções para o Coletivo que faz a diagramação “quase” final e, então, tem início o contato com a gráfica.

 

3º passo: NEGOCIAÇÃO COM A GRÁFICA, ISBN E FICHA CATALOGRÁFICA

 

negociação com a gráfica é feita já sabendo o número de páginas de cada texto, o projeto gráfico da capa e a tiragem que cada autor deseja para seu texto. O mínimo é 1000 exemplares, mas o preço final de cada exemplar cai muito com uma tiragem de 1500 ou 2000 exemplares. Consulta-se diversas gráficas, os orçamentos são comparados e tomada a decisão de onde imprimir, tem início a etapa final.

Nessa etapa obtém-se também o ISBN dos títulos (esse ano custou pouco mais de R$ 40,00 por título) e se faz a ficha catalográfica (esse ano foi feita de graça, mas nem sempre temos essa sorte).

As gráficas oferecem melhores preços se pagamos 50% no início dos trabalhos e 50% ao término. Assim é feito: o Coletivo encaminha aos autores o prazo para o depósito de cada parcela de 50%.

 

4º passo: APROVAÇÃO DAS IMPRESSÕES

 

 O Coletivo envia à gráfica o pdf dos livros e as capas e recebemos de volta, da gráfica, os “bonecos”. Estes são livros impressos em impressora e não em gráfica, para a gente ter uma ideia detalhada de como ficarão. Outras vezes, os “bonecos” vêm digitalmente. Uma vez aprovados os bonecos (a aprovação é feita pela comissão editorial do Coletivo), os livros são impressos.

 

5º passo: TRANSPORTE

 

transporte: sabendo o valor do transporte, divide-se o valor do frete entre os autores (o critério é o peso, em quilos, de cada texto) e inicia-se o transporte.

Com isso, os livros estão prontos! Agora é a melhor parte, divulgar as ideias revolucionárias.


6º passo: VENDAS

 

Quanto custa publicar um livro no Coletivo Veredas?

 

O Coletivo não visa lucro. A diagramação que é paga é para cobrir os custos do site (pelo qual também se vendem livros) e do programa de diagramação mais os custos de impressão necessária nessa etapa. O custo do revisor de português, um bom profissional, é repassado sem acréscimo aos autores. Idem para os custos da gráfica e do transporte.

 

Exemplo de orçamento para um livro com uma média de 110 páginas (já diagramado) em 2018:

 

Correção gramatical e ortográfica: 500,00

Diagramação: 36,00

Gráfica: 4.421,00

Transporte: 273,04

ISBN: 43,00

Ficha catalográfica: 50,00

Total: R$ 5.323,00

Preço unitário (1.000 exemplares): R$ 5,33


 

Mas, atenção, esses preços são do ano 2018, apenas para uma referência geral. Em anos futuros certamente não serão os mesmos.

 

Nossa experiência tem sido a de que os textos revolucionários vendem cerca de 1.000 exemplares no prazo de um a dois anos. Raros são os casos em que isso não ocorre.

 

Como é realizada a venda?

A maior parte das vendas ocorre em eventos, onde montamos banquinhas. A segunda fonte de vendas é o site. Estamos, também, tentando alguns vendedores, mas até agora a quantidade vendida por esse meio tem sido pequena. A participação dos autores nessa etapa tem sido sempre decisiva.


 

Mas, antes de tudo...

 

Algumas indicações importantes em como preparar seu texto para publicar sob a forma de livro:

 

A)

 

Se seu futuro livro for uma tese ou dissertação, faça uma cuidadosa revisão do texto. Pense que o leitor não será a banca: faça o seu texto o mais claro possível. Procure frases diretas, parágrafos não muito longos. Em geral, uma redução de 15% a 20% no número de páginas já torna o texto mais direto, enxuto e claro. Corte todos os adjetivos e advérbios que não sejam imprescindíveis. Se puder escrever "do trabalho" ao invés de "laboral", "de Marx" ao invés de "marxiano" etc., o faça. O leitor agradece.

 

B)

 

Não, mas, não mesmo, use títulos e subtítulos enormes. Isso tem algum sentido, por vezes, numa tese acadêmica. Mas não é bom em um livro. O leitor tende a não comprar um livro com um título que leva tempo para ler em uma banquinha de venda ou na prateleira de uma livraria. Há muitos títulos, ele está passando os olhos em todos... não se detém em um título longo. O mesmo para capítulos e para subtítulos em capítulos. O bom são títulos, subtítulos etc. que não vão além de 3 palavras.

 

C)

 

Se for uma coletânea: envie ao Coletivo Veredas a coletânea montada, isto é, na ordem que deseja que os artigos apareçam, com os títulos e subtítulos uniformizados, com a forma de citação e referência uniformizada etc. Lembre-se: isso não é parte da diagramação do livro pelo Veredas, mas da redação do mesmo pelo autor ou autores.

 

 

Qualquer dúvidas, entre em contato conosco!

 

 

Coletivo Veredas

 

 

 

INFORMAÇÕES SOBRE DIAGRAMAÇÃO E PROJETO GRÁFICO

 
1.  O autor deve enviar o livro em word na extensão “.doc”
 
2.  Os textos passarão por uma revisão ortográfica. Somente após a revisão concluída começa a diagramação;
 
3.  A comissão de diagramação será responsável pelo projeto visual da capa (de acordo com modelo definido pelo coletivo e aprovado em assembléia) e diagramação do livro.
 
4.  Ficha catalográfica será elaborada por uma bibliotecária, os livros devem ser enviados também em bloco para negociarmos o valor.
 
5.  O autor recebe o livro diagramado em PDF para suas correções. Nesta etapa será permitido apenas correção de diagramação. (ex. número de página errado, página deslocada, etc.). Aqui não será mais permitido a correção de português;
 
6.  O autor recebe um print (boneco) para sua revisão final. (o autor receberá via SEDEX, o mesmo deve conferir o boneco. É comum virem pequenos erros como páginas trocadas ou faltantes, etc.);
 
7.  O autor recebe arquivo final para aprovação antes da impressão.

 

 

Regras de funcionamento

 

Regras de atuação do Coletivo Veredas aprovadas na Assembleia de 16/17 de janeiro de 2016.

 

I) O Coletivo é uma frente político-ideológica, cujos limites são delineados pelo seu Manifesto e cuja finalidade é a luta contra o capital tendo por perspectiva uma sociedade que supere a propriedade privada, a exploração do homem pelo homem, o Estado e o patriarcalismo (a família monogâmica). Do fato básico de que o capital é uma força social planetária, que apenas pode ser destruído em sua totalidade, decorre nossa defesa do internacionalismo e nosso compromisso de luta por uma única humanidade que supere as contemporâneas distinções alienadas e alienantes (países, classes, gênero, etnias etc.) entre as pessoas.

 

II) A principal (não a única) frente de combate anticapitalista do Coletivo é a publicação de livros, coletâneas, brochuras, vídeos, CDs de música, promoção de eventos culturais (peças teatrais, exposição de arte, cinema, palestras etc.) que sirvam como instrumentos à sua finalidade máxima.

 

III) Compõem o coletivo todos aqueles que, por um prazo de 15 dias após a comunicação aos associados, manifestarem seu acordo com o Manifesto e com estas regras de atuação e, após esse prazo, aqueles que, tendo manifestado acordo com o Manifesto e com estas regras de atuação, sejam indicados por um ou mais membros.

 

IV) O Coletivo, consequente com sua postura anticapitalista, não visa lucro nem qualquer modalidade de acumulação de riqueza. Por isso, todos os seus materiais são publicados e produzidos segundo o Creative Commons – Atribução – Não Comercial- Sem Derivados 3.0 Brasil (o material pode ser reproduzido por qualquer um, em qualquer circunstância, desde que garantidos sua integridade e autoria e sem a finalidade de lucro). Na produção artística em geral, o preço acrescido ao produto não configura lucro, apenas a reprodução da força de traalho.

 

V) Da organização interna

V.1. O Coletivo se organiza pelos princípios da democracia direta, do respeito mútuo, da responsabilidade do indivíduo para com o coletivo e da solidariedade de camaradas entre seus membros. Para dar conta das atividades, o Coletivo se estrutura em comitês de organização. Os comitês de organização são apenas isso: de organização. O único órgão de direção é a totalidade dos associados, cuja expressão máxima é a Assembleia Geral. Por voto direto e aberto, a Assembleia Geral elege os comitês de organização.

V.2. A Assembleia Geral se reunirá anualmente em data e local definidos pela Assembleia Geral precedente. A primeira Assembleia Geral é a Assembleia de Fundação, convocada pelo coletivo para o dia 16 de janeiro de 2016, na cidade de Maceió, às 09 horas. Todas as decisões da Assembleia Geral devem ser por maioria dos votos.

V.3. De acordo com as tarefas para o ano à frente, a Assembleia Geral formará os comitês de organização que julgar conveniente e elegerá os seus componentes. Não há uma estrutura formal, definida a priori, serão as tarefas à frente que orientarão a Assembleia Geral na organização do trabalho do coletivo para aquele ano. [Uma proposta de organização para o primeiro ano, segue abaixo ]

V.4. Os membros possuem a autonomia para, sem confrontarem o Manifesto e estas regras de atuação, levarem à prática iniciativas e ações políticas em nome do coletivo.

V.5. A Assembleia Geral é a única instância que poderá revogar decisões de anteriores Assembleias Gerais precedentes, bem como alterar estas Regras de Atuação e o Manifesto.

 

VI) Dos recursos financeiros:

VI.1. Como todos os custos da produção e publicação dos materiais serão cobertos pelos autores ou proponentes, não há motivo para o Coletivo contar com fundos próprios ou coletivos. Por esse motivo, não abrirá conta bancária em seu nome nem possuirá qualquer bem móvel ou imóvel. É vetado ao coletivo a formação de fundo financeiro proveniente da burguesia e seus representantes.

VI.2. No caso de ser preciso uma conta bancária para depósito do arrecadado em vendas coletivas (por exemplo, venda por internet) será aberta uma conta conjunta em nome de dois membros escolhidos na Assembleia Geral. Caberá a esses membros a prestação de contas ao coletivo da respectiva movimentação bancária.


VII) Da seleção do material a ser produzido.

VII.1. Todo material de luta ideológica e política a ser produzido pelo Coletivo deve ser avaliado pela totalidade dos associados.

VII.2. A forma e os mecanismos da consulta, a organização da mesma e os associados responsáveis por leva-los à prática, serão definidos pela Assembleia Geral, respeitados sempre o seguinte princípio:

VII.2.a. Todos os associados devem ter acesso ao material com tempo suficiente para que possam avalia-lo. Os associados votarão se o material deve ou não ser produzido. Caso haja votos contrários à produção do respectivo material em quantidade igual ou superior a 15% do número total de associados, o material não será produzido.

VII.2b. Os matérias aprovados pela publicação serão levados à Assembleia Geral classificados do mais ou menos votado. Se houver impossibilidade de produzir todo o material aprovado, será seguida ordem do mais ao menos votado.


VIII) Da distribuição e venda dos materiais produzidos

VIII.1. O princípio geral e máximo da distribuição do que for produzido pelo Coletivo é a recusa ao lucro. Os associados não devem distribuir ou vender o material tendo em vista o acúmulo pessoal de qualquer ordem.

VIII.2. Os custos a serem cobertos pela venda do material produzido pelo Coletivo incluem, além da gráfica ou outro meio de produção, além da revisão de português, do transporte, e da diagramação, eventuais gastos coletivos (p. ex. pagamento do provedor do site, eventuais custos bancários, registro do nome do coletivo na internet e na Fundação Cervantes para obtenção do ISBN e assim por diante). A forma como será administrado o pagamento desses custos será decidida, anualmente, pela Assembleia Geral.

VIII.3. O Coletivo não se opõe, por princípio, à venda do material por ele produzido por intermediários (livrarias, vendedores etc.) que cobrem uma taxa pela distribuição. Recomenda-se, contudo, que em tais casos o acordo seja discutido e organizado coletivamente e que seus termos sejam de conhecimento da totalidade dos associados.

VIII.4. O Coletivo não se opõe, por princípio, que seu material seja empregado para fazer finanças para a luta de classe em suas mais diversas modalidades. Em tais casos, contudo, deve ficar expresso de modo inequivocamente claro para os compradores o quanto foi acrescido aos preços e com qual finalidade.

 

IX. Os casos omissos deverão ser resolvidos na Assembleia Geral, sem prejuízo de que, em casos de impossibilidade de se aguardar a Assembleia Geral, seja levada à prática decisões ad referendum da próxima Assembleia.